Nem toda alteração tem o mesmo peso
O laudo do EEG descreve o que foi observado no traçado. Algumas alterações são inespecíficas e podem aparecer em pessoas sem nenhuma doença, inclusive por sonolência durante o exame, uso de medicamentos ou interferências técnicas.
Outras alterações têm maior relevância e podem estar relacionadas a condições que aumentam o risco de crises. Diferenciar uma situação da outra é trabalho médico, que considera o traçado, a história e o exame clínico.
Como o médico do trabalho conduz
Diante de um resultado alterado, o médico examinador avalia se o achado é relevante para a função. Uma alteração sem significado clínico pode não mudar nada. Já um achado que sugira risco de crise exige mais cuidado, principalmente em atividades em altura, com eletricidade ou operação de máquinas.
Nesses casos, é comum o encaminhamento para avaliação com neurologista, que pode pedir novos exames. O ASO só é concluído depois de reunidas as informações necessárias.
- Releitura do traçado e análise do histórico
- Encaminhamento para especialista, quando indicado
- Possível repetição do exame em outras condições
- Conclusão do ASO considerando a função
Sigilo e comunicação com a empresa
O resultado do exame e o eventual diagnóstico são informações de saúde protegidas pelo sigilo médico. A empresa recebe o ASO com a conclusão de apto ou inapto para a função, sem detalhes clínicos.
Enquanto a investigação não termina, o RH é informado apenas de que o exame está pendente. Isso permite que a empresa se organize sem expor o trabalhador.
Inaptidão é para a função, não para a vida
Se o médico concluir que há risco relevante para determinada atividade, a inaptidão se refere àquela função e aos seus riscos. Ela pode ser temporária, até que a condição seja investigada e controlada.
Muitas pessoas com condições neurológicas tratadas trabalham normalmente, inclusive em funções que não envolvem os riscos críticos. Quando possível, a empresa pode avaliar com o médico a realocação para outra atividade.
O que o trabalhador deve fazer
Siga o encaminhamento recebido, leve o exame e o laudo para o especialista e retorne à clínica com o parecer. Não deixe de tomar medicamentos prescritos e não inicie tratamentos por conta própria.
Se tiver um episódio de desmaio ou crise, procure atendimento médico e informe a empresa para que você seja afastado temporariamente de atividades de risco até nova avaliação.
O papel do RH durante a investigação
No exame admissional, a contratação depende da conclusão do ASO. O RH deve combinar prazos realistas com o candidato e não permitir que ele assuma a função antes da liberação. No exame periódico, o médico orienta se o trabalhador pode seguir em suas atividades enquanto aguarda a avaliação ou se deve ser temporariamente afastado de tarefas de risco, como altura, eletricidade e operação de máquinas.
Em qualquer situação, a comunicação deve ser discreta. Comentários entre colegas sobre a saúde de alguém podem gerar constrangimento e problemas para a empresa. O ideal é tratar o tema apenas com quem precisa saber e somente no nível de detalhe necessário para organizar a escala.
Atendimento em Goiânia
A Clínica e Plataforma Ocupacional, no Nova Suíça, conduz exames ocupacionais com orientação ao trabalhador e comunicação cuidadosa com o RH. Se você tem um exame pendente e ficou com dúvida, fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.
Perguntas frequentes
Um EEG alterado significa epilepsia?
Não necessariamente. O diagnóstico depende da avaliação clínica completa feita por médico, e muitas alterações não têm significado clínico.
Vou perder o emprego por causa do resultado?
A conclusão do exame se refere à aptidão para a função avaliada. Quando há inaptidão, ela pode ser temporária e não significa incapacidade para todo trabalho.
A empresa vai saber o que eu tenho?
Não. A empresa recebe o ASO com a conclusão, e as informações clínicas ficam protegidas pelo sigilo médico.
Como falar com a clínica sobre o meu exame?
Entre em contato pelo WhatsApp (62) 3661-0052 da Clínica e Plataforma Ocupacional, em Goiânia.