A preocupação central: perda súbita de consciência
A NR-35 exige que o trabalhador em altura seja avaliado e considerado apto, com essa aptidão registrada no ASO. A norma chama atenção para condições que possam provocar mal súbito ou queda.
Entre essas condições estão as que afetam o sistema nervoso e podem causar perda de consciência ou movimentos involuntários, como algumas formas de epilepsia. O eletroencefalograma ajuda o médico a avaliar esse aspecto, complementando a entrevista clínica.
O exame não é obrigatório por si só
A NR-35 não lista exames complementares obrigatórios. Ela delega ao PCMSO a definição dos exames necessários conforme os riscos. Na prática, o eletroencefalograma aparece em muitos programas para trabalho em altura, ao lado do eletrocardiograma, da glicemia, da acuidade visual e da avaliação psicossocial.
O que não pode acontecer é a empresa liberar o trabalhador sem avaliação de aptidão ou sem o registro no ASO. A escolha dos exames deve ser coerente com a atividade e documentada no programa.
- Avaliação clínica com perguntas sobre desmaios e convulsões
- Eletroencefalograma, quando previsto no PCMSO
- Eletrocardiograma e exames laboratoriais, a critério médico
- Avaliação psicossocial e registro da aptidão no ASO
O que a entrevista clínica acrescenta
Muitas informações importantes não aparecem no traçado. Por isso o médico pergunta sobre episódios de desmaio, crises convulsivas na infância ou na vida adulta, uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso, qualidade do sono e consumo de álcool e outras substâncias.
Responder com sinceridade é do interesse do próprio trabalhador. Omitir um histórico relevante pode colocar a vida dele em risco. As informações ficam protegidas pelo sigilo médico e a empresa recebe apenas a conclusão de aptidão.
Situações que pedem atenção redobrada
Algumas condições do dia a dia aumentam o risco de alterações neurológicas em pessoas predispostas, como privação de sono, uso de álcool e interrupção de medicamentos. Em equipes que fazem plantões ou jornadas longas, esses fatores precisam ser considerados na gestão de segurança.
Se um trabalhador apresentar um episódio de desmaio ou crise durante o expediente, ele deve ser afastado das atividades em altura até nova avaliação médica, mesmo que o ASO esteja válido.
Setores da região que mais demandam
Em Goiânia e nas cidades vizinhas, a demanda por avaliação para trabalho em altura é forte na construção civil, em reformas e manutenção predial, na instalação de energia solar, em telecomunicações, no agronegócio com silos e armazéns e em indústrias com estruturas elevadas.
Empresas que prestam serviço para grandes contratantes costumam ser cobradas na integração de segurança. Ter os exames organizados e o ASO com a aptidão específica agiliza a liberação das equipes.
Boas práticas para a empresa
Encaminhe o trabalhador para a avaliação médica antes de colocá-lo no treinamento de NR-35 e, claro, antes de qualquer atividade em altura. Confira se o ASO traz expressamente a aptidão para trabalho em altura, porque muitos contratantes exigem essa menção na integração de segurança.
Oriente as lideranças a afastar imediatamente de atividades em altura qualquer trabalhador que relate tontura, desmaio ou mal-estar, encaminhando-o para avaliação. Esse cuidado simples evita acidentes graves e mostra que a empresa leva a gestão de riscos a sério.
Agende com a clínica
A Clínica e Plataforma Ocupacional, na Av. T-63, nº 1981, Nova Suíça, realiza exames ocupacionais e treinamentos de NR-35, com agendamento online. Para organizar a liberação da sua equipe, chame no WhatsApp (62) 3661-0052.
Perguntas frequentes
Quem tem epilepsia pode trabalhar em altura?
Cada caso é avaliado individualmente pelo médico, considerando o controle da condição, o tratamento e os riscos da atividade. Não há resposta única.
O EEG precisa ser repetido todo ano?
A periodicidade é definida no PCMSO. Alguns programas repetem o exame nos periódicos, outros apenas em situações específicas.
Posso fazer o curso de NR-35 sem ter feito o exame?
São exigências diferentes. O ideal é fazer primeiro a avaliação médica, para não investir em treinamento de alguém que não poderá exercer a atividade.
Como agendar o EEG para trabalho em altura em Goiânia?
Pelo agendamento online ou pelo WhatsApp (62) 3661-0052 da Clínica e Plataforma Ocupacional.