Antes de começar
O profissional confere os dados do trabalhador, como idade, peso e altura, e faz perguntas sobre sintomas respiratórios, tabagismo, uso de medicamentos e condições recentes que possam contraindicar o exame. Em seguida, explica o procedimento e, muitas vezes, demonstra como deve ser o sopro.
O exame costuma ser feito com a pessoa sentada, com a coluna ereta, para que o tórax possa se expandir livremente. Um clipe é colocado no nariz, para que todo o ar passe pela boca, e é usado um bocal descartável ligado ao espirômetro.
A manobra principal
A manobra mais importante é a de capacidade vital forçada. Ela tem três fases bem definidas:
- Inspirar o máximo possível, enchendo completamente os pulmões
- Colocar o bocal na boca, com os lábios bem fechados ao redor dele
- Soprar com toda a força e o mais rápido possível, mantendo o sopro até esvaziar os pulmões
Por que o sopro precisa ser longo
O começo do sopro precisa ser explosivo, porque é ali que se mede o volume expirado no primeiro segundo. Mas o exame não termina nesse momento: é preciso continuar soprando até que o ar acabe, mesmo que pareça que não sai mais nada. Essa parte final é necessária para medir a capacidade vital forçada.
O profissional incentiva em voz alta para que a pessoa continue soprando. Isso é normal e faz parte da técnica, porque um sopro interrompido antes da hora gera valores menores do que os reais.
Repetições e critérios de qualidade
Uma única manobra não basta. O exame é repetido algumas vezes, com intervalos para descanso, até que se obtenham curvas aceitáveis e reprodutíveis, ou seja, parecidas entre si. Esse é um critério de qualidade previsto nas diretrizes técnicas de função pulmonar.
Se as curvas variam muito, pode ser sinal de que a pessoa não entendeu a manobra, tossiu durante o sopro ou não fez o esforço máximo. Nesses casos, o profissional orienta e repete o procedimento.
É comum sentir algum desconforto?
Algumas pessoas sentem leve tontura, cansaço ou vontade de tossir após as manobras, por causa do esforço respiratório intenso. Esses efeitos costumam passar rapidamente com alguns minutos de descanso.
Se sentir mal-estar, dor no peito ou falta de ar fora do comum, avise imediatamente o profissional. O exame pode ser interrompido a qualquer momento.
Como o trabalhador pode colaborar
Como o resultado depende do esforço, algumas atitudes ajudam muito. Preste atenção na demonstração do profissional e tire dúvidas antes de começar. Durante o sopro, mantenha os lábios bem fechados no bocal para não deixar o ar escapar pelos cantos da boca e não coloque a língua na frente da abertura.
Não se preocupe em acertar na primeira tentativa. É natural que a primeira manobra sirva de treino. O mais importante é fazer o esforço máximo em cada repetição, porque o equipamento e o profissional selecionam as melhores curvas para o resultado final.
Uso de broncodilatador
Em algumas situações, especialmente em investigação clínica, a espirometria é repetida alguns minutos depois de a pessoa usar um medicamento broncodilatador. A comparação antes e depois ajuda a avaliar se a obstrução é reversível.
Na rotina ocupacional, essa etapa nem sempre é necessária. A decisão de incluir a prova com broncodilatador depende do critério médico e da finalidade do exame.
Agendar espirometria em Goiânia
A Clínica e Plataforma Ocupacional atende empresas e trabalhadores na Av. T-63, nº 1981, Nova Suíça, com agendamento online de exames ocupacionais. Para tirar dúvidas sobre o procedimento ou marcar, fale com a equipe pelo WhatsApp (62) 3661-0052.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora a espirometria?
Costuma ser um exame rápido, mas o tempo varia conforme o número de manobras necessárias para obter curvas de boa qualidade.
O bocal é descartável?
Sim. Os bocais e filtros usados na espirometria são de uso individual, por questões de higiene e segurança.
E se eu não conseguir soprar direito?
É comum precisar de algumas tentativas. O profissional orienta e repete a manobra até obter um resultado adequado.
Posso fazer espirometria com prótese dentária?
Em geral sim. Informe o profissional, que avaliará se a prótese permite boa vedação no bocal.