Primeiro teste: o documento parece com a sua empresa?
Leia a descrição dos ambientes e atividades. Ela corresponde ao que acontece de verdade na sua empresa? Se aparecerem setores que você não tem, máquinas que nunca existiram ou se faltarem áreas inteiras, como o depósito ou a cozinha, o documento provavelmente foi adaptado de outro.
PGR genérico é o problema mais comum e também o mais fácil de identificar em uma fiscalização, porque o auditor compara o papel com o que vê na visita.
Checklist dos itens mínimos
Confira se o seu PGR tem, no mínimo:
- Inventário de riscos com caracterização de processos, ambientes e atividades.
- Perigos, possíveis lesões ou agravos e grupos de trabalhadores expostos.
- Medidas de prevenção já implementadas.
- Avaliação dos riscos por severidade e probabilidade, com os critérios descritos.
- Plano de ação com medidas, cronograma e forma de acompanhamento.
- Procedimentos de resposta a emergências.
- Data e assinatura do responsável pela organização.
Sinais de alerta no plano de ação
Um plano de ação que só contém EPI é um sinal de alerta, porque a NR-1 coloca o EPI como última alternativa. Outro sinal é o cronograma vencido: ações previstas para dois anos atrás que nunca foram concluídas nem reprogramadas.
Também desconfie de planos de ação vagos, como melhorar a segurança ou conscientizar os trabalhadores, sem detalhar o que será feito, por quem e até quando.
Riscos que costumam faltar
Em revisões de PGR, alguns riscos aparecem ausentes com frequência: fatores ergonômicos de trabalho administrativo e de movimentação de cargas, riscos de acidentes com escadas e circulação de veículos, trabalho em altura ocasional em manutenção, riscos elétricos em pequenas intervenções e fatores psicossociais ligados a metas e atendimento ao público.
Outro ponto é a ausência de avaliações quantitativas quando são necessárias. Se há suspeita de ruído elevado e não existe medição, a avaliação fica sem base.
Vale também conferir se os grupos de exposição fazem sentido. Agrupar no mesmo grupo o vendedor da loja e o auxiliar que descarrega caminhões no estoque, só porque estão no mesmo estabelecimento, esconde riscos que deveriam ser avaliados separadamente.
Coerência com outros documentos
O auditor raramente olha o PGR isoladamente. Ele compara com o PCMSO, para ver se os riscos têm monitoramento de saúde; com o LTCAT e o eSocial, para ver se as exposições declaradas batem; com as fichas de EPI e os certificados de treinamento.
Se o PGR aponta exposição a ruído, mas não há audiometrias no PCMSO, nem protetores auriculares entregues, nem informação no S-2240, a inconsistência é evidente.
O contrário também acontece: o eSocial informa exposição a um agente que o PGR nem menciona. Em qualquer dos casos, é preciso descobrir qual documento está errado e corrigir a origem, em vez de ajustar apenas o que foi questionado.
Participação e revisão
Verifique se há registro de consulta aos trabalhadores sobre a percepção de riscos e, quando existir CIPA, da participação da comissão. Confira também a data da última revisão: se passou do prazo de dois anos previsto na NR-1, ou se houve mudanças relevantes sem atualização, o documento está desatualizado.
Se o seu checklist encontrou lacunas, a Clínica e Plataforma Ocupacional pode revisar o PGR da sua empresa em Goiânia. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp (62) 3661-0052.
Perguntas frequentes
Um PGR muito longo é sinal de qualidade?
Não necessariamente. O que importa é que o conteúdo reflita a realidade da empresa e tenha inventário, avaliação e plano de ação consistentes. Páginas de texto genérico não acrescentam proteção.
O auditor pode pedir o PGR na hora da visita?
O PGR deve estar disponível para a fiscalização. A forma e o prazo de apresentação dependem da ação fiscal, mas o ideal é manter o documento acessível e atualizado.
Plano de ação com prazos vencidos gera problema?
Gera, porque indica que a gestão de riscos não está sendo acompanhada. Prazos podem ser reprogramados com justificativa, desde que isso fique registrado.
Posso pedir uma revisão do PGR feito por outra empresa?
Sim. A Clínica e Plataforma Ocupacional, em Goiânia, pode analisar o documento atual. Fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.