PGR

Como montar o inventário de riscos e o plano de ação do PGR na sua empresa em Goiânia

O inventário de riscos e o plano de ação são o coração do PGR. É neles que a empresa mostra que conhece seus riscos e que tem um caminho para controlá-los. Explicamos o que cada um precisa ter e como evitar que virem só uma tabela bonita.

Programa de Gerenciamento de Riscos (NR-1)4 min de leituraGoiânia/GO

O que é o inventário de riscos

O inventário é o registro organizado dos perigos e riscos identificados na empresa. A NR-1 lista o conteúdo mínimo, que pode ser resumido assim:

  • Caracterização dos processos e ambientes de trabalho.
  • Caracterização das atividades.
  • Descrição dos perigos, das possíveis lesões ou agravos à saúde, das fontes ou circunstâncias e dos grupos de trabalhadores expostos.
  • Descrição das medidas de prevenção já implementadas.
  • Dados da análise preliminar ou do monitoramento das exposições a agentes físicos, químicos e biológicos e resultados da avaliação ergonômica.
  • Avaliação dos riscos, com a classificação usada para priorizar o plano de ação.
  • Critérios adotados para avaliação dos riscos e tomada de decisão.

Como se faz o levantamento

O levantamento começa com visitas aos ambientes, observação das tarefas e conversa com quem as executa. Fotografias, fluxogramas do processo, fichas de dados de segurança dos produtos químicos e registros de acidentes ajudam a não deixar nada de fora.

Quando necessário, são feitas avaliações quantitativas, como medições de ruído ou de calor, para entender a intensidade da exposição. Em uma indústria de Aparecida de Goiânia, por exemplo, a medição de ruído pode ser decisiva. Em um escritório no Setor Marista, o foco tende a ser ergonomia e riscos de acidentes simples.

Avaliando os riscos: severidade e probabilidade

A NR-1 pede que cada risco seja avaliado considerando a severidade das possíveis lesões ou agravos e a probabilidade de que ocorram. A combinação dos dois define o nível de risco. A empresa pode escolher a metodologia, desde que a descreva no próprio inventário.

Matrizes de risco são o método mais comum: por exemplo, severidade de leve a catastrófica e probabilidade de improvável a muito provável. O importante é que os critérios sejam claros e aplicados de forma consistente, para que dois riscos parecidos não recebam classificações muito diferentes.

O plano de ação

A partir da classificação, a empresa decide quais riscos exigem medidas de prevenção, novas ou complementares. O plano de ação deve indicar as medidas, o cronograma de implementação e as formas de acompanhamento e aferição de resultados. Na prática, é útil também indicar um responsável por cada ação.

As medidas devem respeitar a ordem de prioridade da NR-1: eliminar o risco; controlar com proteção coletiva; adotar medidas administrativas ou de organização do trabalho; e, por fim, usar EPI. Um plano de ação que só lista EPIs geralmente indica que as outras opções não foram consideradas.

Erros que enfraquecem o inventário

Os problemas mais frequentes são inventários copiados de outras empresas, grupos de exposição definidos por cargo e não pela atividade real, ausência dos critérios de avaliação e planos de ação sem prazo ou com prazos vencidos há anos.

Outro erro comum é não registrar as medidas que já existem. Se a empresa já tem enclausuramento de uma máquina ruidosa ou um exaustor funcionando, isso precisa constar, porque influencia a avaliação do risco.

Do papel para a prática

Um bom plano de ação é acompanhado em reuniões periódicas, com verificação do que foi feito e do resultado obtido. Quando uma medida é implantada, a avaliação daquele risco deve ser revista para verificar o risco residual. Esse acompanhamento é o que diferencia gestão de documentação.

Se a sua empresa em Goiânia precisa estruturar ou revisar o inventário e o plano de ação, a Clínica e Plataforma Ocupacional pode ajudar. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Perguntas frequentes

Existe uma metodologia obrigatória para avaliar os riscos?

Não. A NR-1 exige que a avaliação considere severidade e probabilidade e que os critérios estejam descritos, mas deixa a escolha da metodologia para a organização.

O plano de ação precisa ter prazo?

Sim. A NR-1 exige cronograma de implementação das medidas, além das formas de acompanhamento e aferição de resultados.

O inventário deve ser feito por cargo ou por atividade?

O mais adequado é partir das atividades e dos ambientes reais, agrupando trabalhadores com exposição semelhante. Cargos com o mesmo nome podem ter riscos diferentes.

A clínica pode fazer as medições de ruído e calor?

Avaliações ambientais fazem parte dos serviços de segurança do trabalho. Para saber o que se aplica à sua empresa em Goiânia, fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.