Eletroencefalograma

Com que frequência repetir o eletroencefalograma ocupacional? Guia para empresas de Goiânia

Depois do primeiro exame, muitas empresas ficam em dúvida sobre quando repetir o eletroencefalograma. A resposta está no PCMSO, mas entender a lógica ajuda o RH de Goiânia a planejar custos, agenda e liberação das equipes. Veja como isso costuma funcionar.

Eletroencefalograma (EEG) ocupacional3 min de leituraGoiânia/GO

Quem define a periodicidade

A NR-7 determina que o PCMSO estabeleça quais exames complementares cada função deve fazer e em que momentos. Para exames que não têm periodicidade fixada em anexo da norma, como o eletroencefalograma, a frequência é definida pelo médico responsável pelo programa.

Essa decisão leva em conta os riscos da função, o histórico de saúde do grupo de trabalhadores e a utilidade do exame repetido. Não existe um intervalo único válido para todas as empresas.

Os momentos em que o EEG pode ser pedido

Os exames ocupacionais seguem os tipos previstos na NR-7. Em cada um deles, o médico pode ou não incluir o eletroencefalograma.

  • Admissional: antes de o trabalhador assumir a função
  • Periódico: conforme o intervalo definido no PCMSO
  • Retorno ao trabalho: após afastamentos nos casos previstos na norma
  • Mudança de risco ocupacional: antes de assumir função com riscos diferentes
  • Demissional: quando o médico entender pertinente

Abordagens comuns nos programas

Alguns programas pedem o EEG apenas no admissional e repetem somente quando surge algum fato novo, como relato de desmaio, mudança de medicação ou retorno de afastamento. Outros incluem o exame em todos os periódicos das funções críticas.

As duas abordagens podem ser adequadas, desde que justificadas. O importante é que a regra esteja escrita no PCMSO e seja seguida de forma consistente pelo RH.

Situações que justificam repetir antes do prazo

Independentemente do calendário, alguns acontecimentos devem levar a nova avaliação médica, que pode incluir o eletroencefalograma.

Entre eles estão episódios de perda de consciência, crises, traumatismo craniano, afastamentos por doenças neurológicas, início de medicamentos que atuam no sistema nervoso e mudança para funções com maior risco. Nessas situações, o RH deve encaminhar o trabalhador ao médico do trabalho antes de mantê-lo em atividades críticas.

Dicas de gestão para o RH

Manter um controle de vencimentos por trabalhador, com a lista de exames de cada um, evita que alguém trabalhe com ASO vencido. Também facilita o agendamento em grupo, reduzindo o tempo das equipes fora do posto.

Para empresas com equipes em campo, como construtoras e prestadoras de manutenção em Goiânia e no interior de Goiás, vale programar os periódicos com antecedência, encaixando os exames em dias de menor demanda de obra.

Custo e utilidade do exame repetido

Repetir um exame sem necessidade técnica gera custo e tempo fora do posto sem trazer ganho real de segurança. Por outro lado, deixar de repetir quando há indicação pode fazer a empresa perder a oportunidade de identificar um risco a tempo.

Por isso, a periodicidade deve ser discutida com o médico do PCMSO considerando dados concretos: quantos trabalhadores estão em funções críticas, se houve episódios de mal súbito na empresa, quais são as exigências dos contratantes e como os riscos mudaram desde a última revisão do programa. Um programa revisado periodicamente tende a equilibrar melhor segurança e custo.

Outro ponto prático é alinhar o vencimento dos exames com o das reciclagens de treinamento, para que o trabalhador fique fora do posto o menor número de vezes possível ao longo do ano.

Revisão do programa

Se você não sabe ao certo quais funções da sua empresa precisam de EEG e com que frequência, o caminho é revisar o PCMSO. A Clínica e Plataforma Ocupacional, na Av. T-63, nº 1981, Nova Suíça, apoia empresas na elaboração do programa e na realização dos exames, com agendamento online. Fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Perguntas frequentes

O EEG precisa ser anual?

Não há regra única. A periodicidade é definida pelo médico responsável pelo PCMSO, conforme os riscos da função.

O EEG feito em outra empresa vale para a nova contratação?

O exame admissional é da nova empresa e segue o PCMSO dela. O médico pode considerar exames recentes, mas a decisão é dele.

Após um afastamento, o trabalhador precisa refazer o EEG?

Depende do motivo do afastamento e da função. O médico do exame de retorno decide quais exames são necessários.

Como organizar os periódicos da equipe em Goiânia?

Fale com a Clínica e Plataforma Ocupacional pelo WhatsApp (62) 3661-0052 para planejar o calendário.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.