Exame Periódico

Audiometria, espirometria e laboratoriais no exame periódico: o que faz sentido em Goiânia

O exame clínico é a base do periódico, mas para muitas funções ele não é suficiente. Os exames complementares permitem enxergar efeitos dos riscos antes que eles se tornem doença. Veja quais são os mais comuns, como funcionam no acompanhamento ao longo do tempo e por que a comparação entre resultados é o ponto central.

Exame médico ocupacional periódico4 min de leituraGoiânia/GO

A lógica da vigilância

No periódico, os exames complementares não servem apenas para dizer se o resultado está normal ou alterado naquele dia. O valor está na série histórica: o médico compara o exame atual com o admissional e com os periódicos anteriores, procurando mudanças que indiquem efeito do trabalho.

Por isso, é importante que os exames sejam feitos com métodos comparáveis e que a empresa guarde os resultados. Um laudo isolado diz pouco; uma sequência bem documentada diz muito.

Audiometria para expostos a ruído

O Anexo II da NR-7 trata do controle auditivo de trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora elevados. A audiometria é feita na admissão, seis meses depois e, a partir daí, anualmente, além do demissional, conforme as regras do anexo. O médico pode reduzir esse intervalo quando houver indicação.

Na região de Goiânia, essa exigência aparece em indústrias, gráficas, marcenarias, obras, confecções com muitas máquinas e oficinas mecânicas, entre outros ambientes.

Espirometria e radiografia de tórax

Para trabalhadores expostos a poeiras e outros agentes que afetam o sistema respiratório, o Anexo III da NR-7 orienta a realização de espirometria e, em situações específicas, radiografia de tórax pelo padrão da OIT. A periodicidade depende do agente e do tempo de exposição, conforme o anexo e o PCMSO.

Marmorarias, cerâmicas, fábricas de cimento e artefatos de concreto e algumas atividades da construção civil costumam estar nesse grupo.

Exames laboratoriais e indicadores biológicos

Algumas substâncias químicas têm indicadores biológicos de exposição previstos no Anexo I da NR-7, que podem ser medidos no sangue ou na urina. Além disso, o médico pode solicitar exames laboratoriais gerais, como hemograma ou glicemia, quando há justificativa clínica ou ocupacional, como no caso de exposição a benzeno, em que existem regras próprias.

  • Exposição a solventes e outros químicos: indicadores previstos na NR-7
  • Postos de combustível: protocolos específicos ligados ao benzeno
  • Trabalho em altura e direção: exames que ajudam a avaliar risco de mal súbito, a critério médico

Visão e outros exames

A acuidade visual costuma ser acompanhada em motoristas, operadores de máquinas e funções que exigem boa visão para a segurança. O eletrocardiograma pode ser indicado para funções com trabalho em altura ou esforço intenso, conforme o PCMSO. Para motoristas profissionais, o exame toxicológico tem regras próprias na legislação de trânsito e trabalhista.

Quando o exame complementar não é necessário

Tão importante quanto fazer os exames certos é não fazer exames sem indicação. Pedir audiometria para toda a empresa, inclusive para quem trabalha em escritório silencioso, gera custo e tempo fora do posto sem trazer informação útil para a vigilância. O mesmo vale para baterias de exames laboratoriais aplicadas a todos indistintamente.

O PCMSO deve justificar cada exame com base nos riscos do PGR ou em critérios clínicos. Quando a empresa muda de processo, troca máquinas ou elimina um agente nocivo, a lista de exames complementares também deve ser revista. Um programa bem calibrado concentra recursos onde há risco de fato.

O que fazer com resultados alterados

Quando um exame complementar mostra alteração, o médico avalia se ela tem relação com o trabalho, se afeta a aptidão e quais medidas são necessárias. Pode ser preciso repetir o exame, encaminhar o trabalhador a um especialista, afastá-lo da exposição ou revisar as medidas de controle no PGR. Quando há suspeita de doença relacionada ao trabalho, a NR-7 prevê providências como a emissão da CAT.

A Clínica e Plataforma Ocupacional realiza exames ocupacionais clínicos e complementares em Goiânia. Para organizar o periódico da sua equipe, fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Perguntas frequentes

Todos os funcionários precisam fazer audiometria no periódico?

Não. A audiometria é indicada para quem está exposto a ruído nos níveis previstos na NR-7 e no PCMSO.

Posso fazer os exames complementares em outro lugar?

É possível, mas o médico do trabalho precisa ter acesso aos resultados e a qualidade e a comparabilidade dos exames devem ser garantidas.

O exame de sangue é obrigatório no periódico?

Só quando previsto no PCMSO para a função ou indicado pelo médico. Não é uma exigência geral para todos os trabalhadores.

A empresa recebe os resultados dos exames?

A empresa recebe o ASO com a conclusão de aptidão. Os resultados detalhados ficam no prontuário médico, sob sigilo, e são informados ao trabalhador.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.