O que a espirometria mede
Na espirometria, a pessoa enche os pulmões ao máximo e depois sopra com toda a força e o mais rápido possível em um aparelho chamado espirômetro. O equipamento registra o volume de ar expirado e a velocidade com que ele sai, gerando curvas e números que mostram como os pulmões e as vias aéreas estão funcionando.
Os principais parâmetros são a capacidade vital forçada, que é o volume total de ar expirado, e o volume expiratório forçado no primeiro segundo, que mostra quanto desse ar sai logo no começo do sopro. A relação entre esses dois valores ajuda a identificar se há obstrução nas vias aéreas ou redução do volume pulmonar.
Por que o exame é usado na saúde ocupacional
Muitas doenças respiratórias relacionadas ao trabalho se desenvolvem de forma lenta. A inalação repetida de partículas e substâncias químicas pode causar inflamação, estreitamento dos brônquios ou fibrose do tecido pulmonar ao longo dos anos. No início, a pessoa pode não sentir nada.
A espirometria permite registrar a função pulmonar do trabalhador na admissão e acompanhar sua evolução. Uma queda progressiva nos valores, mesmo dentro da faixa considerada normal, pode ser um sinal de alerta que justifica investigação e revisão das medidas de proteção.
Base na NR-7
A NR-7 trata do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Seu Anexo III aborda o controle radiológico e espirométrico de trabalhadores expostos a determinados agentes químicos, especialmente poeiras minerais, como as que contêm sílica. Para esses casos, a norma define a realização de radiografia de tórax e espirometria em momentos específicos.
Além dos casos previstos no anexo, o médico responsável pelo PCMSO pode indicar a espirometria para outras exposições respiratórias, como fumos de solda, poeiras orgânicas, agentes sensibilizantes e produtos químicos irritantes, conforme o inventário de riscos da empresa.
O que a espirometria não faz
A espirometria é um exame funcional. Ela mostra como o pulmão está funcionando, mas não mostra imagens e nem identifica sozinha a causa de uma alteração. Por isso, no controle ocupacional, ela costuma ser usada em conjunto com a avaliação clínica e, quando indicado, com a radiografia de tórax pelo padrão da OIT.
Um resultado alterado também não significa, por si só, doença ocupacional. Asma, tabagismo, infecções anteriores e outras condições podem alterar o exame. A interpretação final cabe ao médico.
Benefícios para empresa e trabalhador
Para o trabalhador, a espirometria é uma forma de acompanhar a própria saúde respiratória e de receber orientação precoce. Para a empresa, ela fornece informações valiosas para a gestão de riscos:
- Registro da função pulmonar no início do vínculo
- Detecção de alterações antes que se tornem incapacitantes
- Indicadores para avaliar a eficácia de ventilação, exaustão e respiradores
- Documentação técnica do cuidado com a saúde dos trabalhadores
Espirometria em Goiânia
A Clínica e Plataforma Ocupacional oferece serviços de medicina e segurança do trabalho na Av. T-63, nº 1981, Nova Suíça, em Goiânia, com agendamento online de exames. Para saber se a espirometria se aplica às funções da sua empresa ou para agendar, fale com a equipe pelo WhatsApp (62) 3661-0052.
Perguntas frequentes
Espirometria e prova de função pulmonar são a mesma coisa?
A espirometria é o tipo mais comum de prova de função pulmonar. Existem outros testes mais completos, usados em investigação clínica, mas na rotina ocupacional a espirometria é a mais utilizada.
O exame é invasivo?
Não. A pessoa apenas sopra em um bocal descartável conectado ao aparelho, seguindo as orientações do profissional.
A espirometria detecta silicose?
Ela pode mostrar alterações na função pulmonar, mas o diagnóstico de pneumoconioses envolve também a radiografia de tórax e a avaliação médica.
Fumantes podem fazer espirometria?
Sim. O tabagismo deve ser informado ao profissional, porque influencia o resultado, e é preciso seguir as orientações de preparo.
Em quais exames ocupacionais a espirometria pode ser pedida?
Ela pode fazer parte do admissional, do periódico, da mudança de risco, do retorno ao trabalho e do demissional, conforme o que o médico do trabalho definir no PCMSO para cada função exposta. O exame admissional é especialmente importante, porque serve de base para as comparações futuras.