Como reconhecer uma parada cardíaca
A pessoa em parada cardiorrespiratória não responde quando chamada em voz alta ou tocada nos ombros e não respira normalmente. Às vezes há movimentos respiratórios irregulares, como suspiros ou arquejos, que não devem ser confundidos com respiração normal.
Diante desses sinais, não espere confirmação. Quanto mais cedo começar o atendimento, maiores as chances de recuperação.
Os primeiros passos
De forma geral, as diretrizes de atendimento orientam a seguinte sequência para leigos treinados:
- Verifique se o local é seguro.
- Chame a vítima em voz alta e toque nos ombros.
- Se não houver resposta nem respiração normal, ligue para o SAMU (192) ou peça que alguém ligue, de preferência no viva-voz.
- Peça que tragam o DEA, se houver um disponível.
- Inicie as compressões torácicas no centro do peito, com força e rapidez, permitindo o retorno do tórax.
- Assim que o DEA chegar, ligue o aparelho e siga as instruções de voz.
- Continue até a chegada da equipe de socorro ou até a vítima apresentar sinais de vida.
Compressões de qualidade
As compressões são o centro do atendimento. A vítima deve estar deitada de costas sobre superfície firme. Quem socorre posiciona as mãos sobre o centro do peito, com os braços esticados, e comprime de forma contínua, com profundidade e ritmo adequados, trocando de socorrista quando houver cansaço.
Os parâmetros exatos de profundidade, frequência e a eventual combinação com ventilações são ensinados nos treinamentos e seguem diretrizes atualizadas periodicamente. Por isso, a prática em manequim é tão importante: ninguém aprende o ritmo e a força certos apenas lendo.
O desfibrilador externo automático
O DEA é um aparelho portátil que analisa o ritmo do coração e, quando indicado, aplica um choque para tentar restabelecer o ritmo normal. Ele foi feito para ser usado por leigos: ao ser ligado, dá instruções de voz sobre onde colar as pás e quando ninguém deve tocar na vítima.
Locais com grande circulação de pessoas, como shoppings, academias, aeroportos, faculdades, estádios e condomínios de grande porte, devem avaliar a instalação do equipamento. Em Goiânia, empresas e condomínios devem verificar também se há legislação local aplicável ao seu tipo de estabelecimento. O aparelho precisa de manutenção, controle de validade das pás e baterias e equipe treinada.
Preparando a empresa
Responder bem a uma parada cardíaca depende de preparação. A empresa deve definir quem são as pessoas treinadas em cada turno, onde fica o DEA, como o chamado chega até essas pessoas e quem recebe a ambulância na portaria e conduz a equipe até a vítima.
Simulados ajudam a medir o tempo entre o chamado e o início das compressões e revelam problemas como elevadores lentos, portas trancadas e falta de sinal de celular em determinadas áreas.
Cuidados com quem socorre
Atender uma parada cardíaca é uma experiência intensa. Mesmo com atendimento correto, nem todas as vítimas sobrevivem. A empresa deve oferecer apoio aos trabalhadores envolvidos, conversar sobre o ocorrido e, se necessário, encaminhá-los para acompanhamento.
Perguntas frequentes
Posso machucar a vítima fazendo compressões?
As compressões podem causar lesões, como fraturas de costelas, mas a vítima em parada cardíaca corre risco de morte. A orientação geral é iniciar o atendimento e seguir as instruções do SAMU (192).
Leigo pode usar o DEA?
Sim. O DEA foi projetado para uso por leigos e dá instruções de voz. O treinamento prévio aumenta a segurança e a rapidez no uso.
Minha empresa é obrigada a ter DEA?
Depende do tipo de estabelecimento e da legislação aplicável. Verifique as regras municipais e estaduais e avalie o risco com um profissional de SST.
O que informar ao ligar para o SAMU?
Endereço completo com ponto de referência, o que aconteceu, se a vítima responde e respira, e um telefone de contato. Mantenha a ligação no viva-voz e siga as orientações do atendente enquanto faz as compressões.
Como treinar minha equipe em RCP?
A Clínica e Plataforma Ocupacional oferece treinamentos para empresas em Goiânia. Fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052 para conversar sobre primeiros socorros e RCP para sua equipe.