Por que a obra exige um PCMSO bem pensado
A construção civil reúne, em um mesmo lugar, trabalho em altura, ruído de equipamentos, poeiras de cimento e de sílica, vibração, esforço físico intenso, exposição ao sol e ao calor e manuseio de produtos químicos como aditivos e solventes. Cada fase da obra, da fundação ao acabamento, muda a combinação desses riscos.
O PCMSO precisa refletir essa realidade a partir do PGR da obra, que na construção segue também as exigências da NR-18. Um programa genérico, copiado de outra atividade, dificilmente cobre o que o canteiro realmente exige.
Exames que costumam aparecer
A definição final é sempre do médico responsável, com base nos riscos de cada função. Em obras, é comum o programa prever:
- Exame clínico com atenção ao sistema musculoesquelético, pelo esforço físico e pela movimentação de cargas.
- Audiometria para funções expostas a ruído de betoneiras, serras, marteletes e compactadores.
- Avaliações para trabalho em altura, em linha com a NR-35, que exige que a empresa avalie o estado de saúde de quem executa essas atividades.
- Espirometria e raio-X de tórax quando houver exposição relevante a poeiras minerais, conforme critérios da NR-7.
- Acuidade visual e outros exames para operadores de máquinas e equipamentos.
Rotatividade e prazos curtos
Um dos grandes desafios das construtoras de Goiânia é a entrada e saída frequente de trabalhadores. Cada admissão exige o exame admissional antes do início das atividades, e cada desligamento exige o demissional, salvo a dispensa prevista na NR-7 quando o último exame ainda está dentro do prazo.
Para não atrasar o cronograma, vale combinar com a clínica um fluxo ágil de agendamento e entrega de ASO. Uma pessoa do RH ou do escritório da obra responsável por esse controle faz muita diferença.
Mudança de função dentro da obra
É comum o servente virar ajudante de armador, o ajudante virar operador de equipamento ou o pedreiro passar a trabalhar em fachada. Se a nova atividade muda os riscos, a NR-7 exige o exame de mudança de risco ocupacional antes da troca.
Esse ponto é frequentemente esquecido em canteiros e pode ter consequências sérias, especialmente quando a mudança envolve trabalho em altura.
Uma solução simples é combinar que o mestre de obras avise o RH antes de qualquer remanejamento. Assim, o exame é agendado a tempo e o trabalhador só assume a nova atividade depois de avaliado, com o ASO atualizado para os novos riscos.
Empreiteiras e subcontratadas
Em muitas obras, boa parte dos trabalhadores pertence a empreiteiras. Cada empregador deve ter o próprio PCMSO e realizar os exames dos seus empregados. A construtora contratante, por sua vez, precisa coordenar a gestão de riscos com as contratadas, como prevê a NR-1, e é prudente exigir a comprovação dos ASOs antes de liberar o acesso ao canteiro.
Essa verificação protege todos: o trabalhador, a empreiteira e a construtora, que pode ser chamada a responder em caso de acidente.
Apoio para obras em Goiânia
A Clínica e Plataforma Ocupacional atende empresas da construção civil com exames ocupacionais e serviços de segurança do trabalho, com agendamento online e endereço na Av. T-63, no Nova Suíça. Para organizar o PCMSO da sua obra, fale com a gente pelo WhatsApp (62) 3661-0052.
Perguntas frequentes
Cada obra precisa de um PCMSO diferente?
O PCMSO é da empresa, mas precisa refletir os riscos dos locais onde os empregados trabalham. Como cada obra tem seu PGR, o programa deve considerar as particularidades de cada canteiro.
O exame para trabalho em altura é obrigatório?
A NR-35 exige que o empregador avalie o estado de saúde dos trabalhadores que executam atividades em altura, considerando os riscos envolvidos. Essa avaliação deve estar contemplada no PCMSO e registrada no ASO.
Trabalhador de empreiteira pode entrar na obra sem ASO?
Não é recomendável. Cada empregador deve fazer os exames dos seus empregados, e a contratante deve coordenar a gestão de riscos e conferir a documentação.
Como agendar exames para uma equipe de obra?
Na Clínica e Plataforma Ocupacional, em Goiânia, é possível agendar online. Para equipes maiores, combine o fluxo pelo WhatsApp (62) 3661-0052.