Brigada de Incêndio

Como montar um plano de emergência contra incêndio na sua empresa em Goiânia

Ter extintores e brigadistas não garante uma boa resposta a um incêndio se ninguém souber exatamente o que fazer, em que ordem e com quem falar. É para isso que serve o plano de emergência. Neste artigo mostramos os elementos essenciais de um plano bem feito e como adaptá-lo à realidade de empresas de Goiânia.

Proteção contra incêndios e brigada de incêndio (NR-23)3 min de leituraGoiânia/GO

O que é um plano de emergência

O plano de emergência é um documento que descreve, de forma prática, como a empresa vai agir diante de um incêndio ou de outra situação de risco grave. A ABNT NBR 15219 trata do plano de emergência contra incêndio, e as normas técnicas do Corpo de Bombeiros de Goiás podem exigi-lo conforme a ocupação e o porte da edificação.

Mesmo quando não é exigido formalmente, o plano é uma ferramenta de gestão. Ele conecta o PGR, a brigada, os equipamentos de combate e as rotas de fuga em um procedimento único que todos conhecem.

Levantamento de riscos e da edificação

Todo plano começa com um diagnóstico. É preciso conhecer a planta, as saídas, as escadas, os pontos de encontro, a localização de extintores, hidrantes, alarmes e quadros elétricos, além de identificar onde estão os maiores riscos, como depósitos de material combustível, cozinhas industriais, centrais de gás e áreas com inflamáveis.

Também entra no levantamento a população: quantas pessoas trabalham em cada turno, se há público externo, pessoas com mobilidade reduzida, crianças ou pacientes. Em um shopping ou em uma clínica de Goiânia, essa análise é bem diferente da de um galpão logístico.

Elementos que não podem faltar

Um plano útil é objetivo e fácil de consultar. Em geral, ele deve conter:

  • Descrição da edificação, das atividades e dos riscos principais.
  • Organização da brigada, com responsáveis por turno e por área.
  • Procedimentos de alerta, alarme e comunicação interna.
  • Forma de acionamento do Corpo de Bombeiros (193) e do SAMU (192).
  • Procedimentos de abandono de área, rotas de fuga e ponto de encontro.
  • Orientações para corte de energia e de gás, quando seguro.
  • Atenção a pessoas com deficiência, visitantes e terceirizados.
  • Rotina de simulados, revisões e registro das ações.

Papéis e responsabilidades

Um ponto crítico é definir quem faz o quê. Quem dispara o alarme? Quem liga para os Bombeiros? Quem confere se o banheiro e o almoxarifado ficaram vazios? Quem recebe a viatura na portaria e informa onde é o foco? Cada função deve ter um titular e um substituto.

Em condomínios, o síndico, o zelador e a portaria costumam ter papéis importantes. Em indústrias, a manutenção é fundamental para o desligamento de máquinas e utilidades. Esses papéis precisam estar escritos e ser treinados.

Comunicação e divulgação

Um plano guardado em uma gaveta não funciona. Os trabalhadores precisam conhecer pelo menos as rotas de fuga, o som do alarme, o ponto de encontro e a quem obedecer durante a evacuação. A NR-23 exige justamente que os empregados recebam essas informações.

Boas práticas incluem apresentar o plano na integração de novos funcionários, afixar plantas de rota de fuga em locais visíveis e manter a lista de brigadistas atualizada nos murais.

Revisão e simulados

O plano deve ser testado por meio de simulados e revisado sempre que houver mudança na edificação, no layout, nos turnos ou nos riscos. Cada simulado gera aprendizados: uma porta que estava trancada, um alarme que não foi ouvido em determinado setor, um ponto de encontro mal escolhido.

Registrar esses achados e corrigir os problemas é o que transforma o plano em um instrumento vivo de proteção.

Perguntas frequentes

Toda empresa precisa ter plano de emergência?

A exigência formal depende das normas do Corpo de Bombeiros para a sua edificação. Mesmo assim, toda empresa deve informar os trabalhadores sobre procedimentos de evacuação, como determina a NR-23.

Quem pode elaborar o plano de emergência?

O ideal é que seja elaborado ou revisado por profissional habilitado em segurança contra incêndio, com participação da brigada e dos gestores que conhecem a rotina da empresa.

O plano de emergência substitui o PGR?

Não. São documentos complementares. O PGR identifica e gerencia os riscos ocupacionais, e o plano de emergência detalha a resposta a situações de emergência.

Como a clínica pode ajudar?

A Clínica e Plataforma Ocupacional atua com treinamentos de NRs e consultoria em SST em Goiânia. Fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052 para conversar sobre o plano de emergência da sua empresa.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.