Para que serve o simulado
O objetivo do simulado não é cumprir tabela, e sim testar se as pessoas conseguem sair do prédio de forma rápida e ordenada, se a brigada sabe suas funções e se os equipamentos de alarme e iluminação funcionam. As normas de brigada e de plano de emergência recomendam exercícios periódicos, e a frequência exigida para cada edificação deve ser confirmada nas normas do Corpo de Bombeiros de Goiás.
Em empresas de Goiânia com grande circulação de pessoas, como shoppings, faculdades e hospitais, o simulado também ajuda a avaliar como lidar com o público, que não conhece o prédio tão bem quanto os funcionários.
Planejamento antes do exercício
Um bom simulado começa semanas antes. É preciso definir o cenário, por exemplo um princípio de incêndio no almoxarifado do térreo, o horário, os setores envolvidos e os observadores que vão anotar o que acontece. Também é importante avaliar se o exercício será anunciado ou parcialmente surpresa.
Antes de tudo, a segurança do próprio simulado: verificar escadas, corrimãos e pontos de encontro, prever apoio a pessoas com mobilidade reduzida, gestantes e idosos, e comunicar vizinhos, condomínio ou administração do shopping quando necessário.
- Definir objetivo e cenário do exercício.
- Revisar o plano de emergência e as funções da brigada.
- Escolher observadores e preparar uma ficha de avaliação.
- Conferir alarmes, iluminação de emergência e sinalização.
- Combinar como será tratado o atendimento a clientes e visitantes.
- Preparar um procedimento para interromper o simulado se ocorrer algo real.
Durante o simulado
Ao soar o alarme, a brigada assume suas funções: orientar a saída, verificar ambientes, auxiliar quem precisa e conduzir todos ao ponto de encontro. Os observadores cronometram o tempo de abandono e anotam gargalos, como portas que emperram, filas na escada ou pessoas que voltam para buscar objetos.
No ponto de encontro, é feita a conferência de quem saiu. Esse é um momento que costuma revelar falhas: listas desatualizadas, terceirizados não contabilizados ou visitantes sem registro.
Erros comuns que o simulado revela
Na prática, os problemas mais frequentes são saídas de emergência trancadas ou obstruídas por mercadorias, alarme que não é ouvido em determinadas áreas, funcionários que usam o elevador, brigadistas que não sabem onde está a chave do portão e ponto de encontro em local inseguro, como próximo ao estacionamento por onde a viatura vai entrar.
Identificar esses pontos em um exercício é muito melhor do que descobri-los em uma emergência real.
Cuidados específicos em condomínios, escolas e estabelecimentos de saúde
Cada tipo de edificação exige adaptações. Em condomínios residenciais, o simulado depende da adesão dos moradores, então vale divulgar com antecedência, explicar o objetivo em assembleia e escolher um horário com boa presença. Em escolas, o foco é a condução das crianças pelos professores e a conferência das turmas no ponto de encontro.
Em clínicas e hospitais, o abandono total pode não ser viável, e o exercício costuma trabalhar a evacuação horizontal entre setores e a remoção de pacientes com mobilidade reduzida. Nesses casos, o planejamento deve envolver a equipe assistencial e um profissional habilitado, para que o treino não coloque ninguém em risco.
Avaliação e registro
Logo após o simulado, reúna brigada, observadores e gestores para uma conversa rápida sobre o que funcionou e o que precisa mudar. Depois, registre em relatório: data, cenário, participantes, tempo de abandono, problemas encontrados, ações corretivas e responsáveis.
Esse registro serve como evidência de que a empresa cumpre suas obrigações de informação e treinamento e alimenta a revisão do plano de emergência e do PGR.
Perguntas frequentes
Com que frequência devo fazer simulados?
A frequência depende das normas aplicáveis à sua edificação. Consulte as exigências do Corpo de Bombeiros de Goiás ou um profissional habilitado. Muitas empresas também repetem o exercício após mudanças relevantes de layout ou de equipe.
O simulado precisa envolver todos os funcionários?
O ideal é que sim, inclusive terceirizados e, quando possível, os diferentes turnos. Exercícios setoriais podem complementar, mas não substituem o abandono completo.
Preciso avisar os Bombeiros sobre o simulado?
Não há regra única. Em edificações grandes ou com impacto na vizinhança, é prudente comunicar órgãos e vizinhos para evitar chamadas falsas. Nunca acione o 193 como parte do treino sem combinar antes.
A clínica pode ajudar a organizar o simulado?
A Clínica e Plataforma Ocupacional oferece treinamentos de NRs e consultoria em SST. Para conversar sobre simulados na sua empresa em Goiânia, chame no WhatsApp (62) 3661-0052.