Acuidade Visual

Daltonismo e teste de Ishihara: quando a visão de cores importa no trabalho em Goiânia

Algumas funções dependem de distinguir cores corretamente: cabos elétricos, sinalizações, luzes de painéis, produtos químicos identificados por cor. O teste de visão de cores, frequentemente feito com as pranchas de Ishihara, ajuda a identificar quem tem dificuldade nessa percepção. Veja como ele funciona e quando faz sentido incluí-lo no exame ocupacional.

Exame de acuidade visual ocupacional3 min de leituraGoiânia/GO

O que é a deficiência na visão de cores

A deficiência na percepção de cores, popularmente chamada de daltonismo, é uma condição em que a pessoa tem dificuldade para distinguir certas cores. A forma mais comum envolve tons de vermelho e verde. Na maioria dos casos é hereditária e mais frequente em homens.

Muitas pessoas convivem com a condição sem saber, porque aprendem a compensar com outras pistas, como brilho e posição. Isso funciona bem no dia a dia, mas pode ser insuficiente em tarefas em que a cor é a única informação disponível.

Como funcionam as pranchas de Ishihara

O teste de Ishihara usa pranchas formadas por pequenos círculos coloridos. Dentro de cada prancha há um número ou um traçado formado por círculos de uma cor, cercados por círculos de outras cores. Quem tem percepção de cores típica identifica o número; quem tem deficiência pode ver outro número ou não ver nenhum.

O teste é rápido e feito com boa iluminação, de preferência natural ou equivalente. A pessoa olha cada prancha por alguns segundos e diz o que vê. O resultado é comparado com o esperado para cada prancha.

Funções em que a visão de cores pode ser relevante

A indicação do teste depende da análise da função pelo médico do trabalho. Algumas atividades em que a percepção de cores pode ter peso na segurança:

  • Eletricistas e técnicos que identificam condutores pelas cores
  • Operadores que dependem de luzes e sinais coloridos em painéis
  • Motoristas e operadores que interpretam sinalização
  • Trabalhadores que manuseiam produtos químicos identificados por cores
  • Funções de controle de qualidade em que a cor indica defeito
  • Atividades gráficas, têxteis e de pintura com exigência de cor

Resultado alterado não significa inaptidão automática

Ter deficiência na visão de cores não impede, por si só, a maioria das atividades profissionais. O médico do trabalho avalia o grau da alteração, as exigências reais da função e a existência de outras formas de identificar a informação, como etiquetas, números, formatos e posições.

Em alguns casos, pequenas adaptações resolvem o problema, como identificar cabos também por marcações escritas ou usar sinais com formatos diferentes além das cores. Em outros, a percepção de cores é essencial e a função pode não ser recomendada.

Triagem e investigação

As pranchas de Ishihara são uma ferramenta de triagem, especialmente para alterações no eixo vermelho-verde. Quando há resultado alterado e a função exige uma avaliação mais precisa, o trabalhador pode ser encaminhado para testes complementares com oftalmologista.

Também é importante lembrar que algumas doenças oculares e o uso de certos medicamentos podem alterar a percepção de cores ao longo da vida. Uma mudança recente na forma de enxergar as cores merece avaliação médica.

Sinalização por cores e a segurança do trabalho

A NR-26 trata da sinalização de segurança e prevê o uso de cores para indicar riscos e orientar ações. Por isso, além de avaliar os trabalhadores, as empresas podem tornar a sinalização mais acessível, combinando cor com símbolos, textos e formatos, o que beneficia todos, inclusive quem tem alteração na visão de cores.

Empresas de Goiânia com funções que dependem da distinção de cores, como prestadoras de serviços elétricos e indústrias, podem falar com a Clínica e Plataforma Ocupacional pelo WhatsApp (62) 3661-0052 para avaliar a inclusão do teste no programa de exames.

Perguntas frequentes

Daltônico pode ser eletricista?

Depende do grau da alteração, das exigências da função e das formas alternativas de identificação disponíveis. A decisão é do médico do trabalho.

O teste de Ishihara é obrigatório em todos os exames?

Não. Ele é indicado quando a percepção de cores é relevante para a função, conforme o PCMSO.

Daltonismo tem tratamento?

A forma hereditária não tem cura. Existem recursos de adaptação, e o oftalmologista pode orientar sobre opções.

A visão de cores pode mudar com a idade?

Doenças oculares e alguns medicamentos podem alterar a percepção de cores. Mudanças recentes devem ser avaliadas por um médico.

Quem tem daltonismo deve avisar a empresa?

É recomendável informar no exame ocupacional. Assim o médico do trabalho pode avaliar se a função exige adaptações e orientar a empresa sem expor detalhes de saúde além do necessário.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.