Filtros para partículas: quando trocar
Filtros para partículas, como os das PFF2 e os filtros P2 e P3, tendem a reter mais material conforme são usados. Com o tempo, a respiração fica mais difícil. Por isso, um sinal prático de troca é o aumento da resistência à respiração, além de danos visíveis, sujeira excessiva, umidade ou deformação.
As PFF descartáveis devem seguir as orientações do fabricante sobre tempo de uso e reutilização. Algumas são indicadas para uso único por turno; outras admitem mais de uma jornada, desde que guardadas corretamente e íntegras. Em ambientes de saúde ou com agentes biológicos, as regras de descarte costumam ser mais rigorosas.
Cartuchos químicos: o cuidado é maior
Cartuchos para gases e vapores funcionam por adsorção, geralmente em carvão ativado. Quando saturam, o contaminante passa a atravessá-los. O problema é que muitos produtos químicos não têm cheiro perceptível em concentrações perigosas, ou o trabalhador se acostuma ao odor.
Por isso, a troca de cartuchos não deve depender só da percepção de cheiro. O PPR deve prever um cronograma de troca baseado na concentração do contaminante, nas condições de uso, como umidade e temperatura, e nas informações do fabricante. Alguns fabricantes disponibilizam ferramentas para estimar a vida útil do cartucho. Para contaminantes sem propriedades de alerta, o cronograma é indispensável.
Higienização das peças reutilizáveis
Peças semifaciais e faciais inteiras reutilizáveis precisam ser limpas regularmente, de preferência após cada uso ou ao final da jornada. Em geral, a limpeza envolve retirar os filtros, lavar a peça com água e sabão neutro, enxaguar, desinfetar quando indicado e deixar secar ao ar, longe do sol direto e de fontes de calor.
Quando o mesmo respirador é usado por mais de uma pessoa, a higienização e a desinfecção entre usuários são obrigatórias. O ideal, sempre que possível, é que cada trabalhador tenha seu próprio respirador identificado.
Inspeção antes do uso
O trabalhador deve ser treinado para inspecionar o respirador sempre que for usá-lo. Alguns itens merecem atenção:
- Rachaduras, deformações ou ressecamento na peça facial.
- Tirantes elásticos frouxos, rasgados ou sem elasticidade.
- Válvulas de inalação e exalação ausentes, deformadas ou sujas.
- Filtros e cartuchos corretos para o risco, bem encaixados e dentro do prazo.
- Visor riscado ou trincado, no caso de peças faciais inteiras.
Guarda adequada
Respiradores guardados no bolso, pendurados no pescoço ou jogados na caixa de ferramentas se deformam e se contaminam. A guarda deve ser feita em local limpo, seco, protegido de poeira, sol e produtos químicos, preferencialmente em embalagem ou recipiente individual.
Cartuchos químicos abertos continuam adsorvendo contaminantes do ambiente mesmo quando não estão em uso. Por isso, a forma de guarda também influencia a vida útil e deve seguir as orientações do fabricante.
Registros e responsabilidades
O PPR deve definir quem é responsável pela troca, pela higienização e pela inspeção periódica dos respiradores, além de registrar as entregas e substituições, conforme a NR-6. Em empresas de Goiânia com várias frentes de trabalho, como construtoras com obras simultâneas, é útil ter um responsável em cada frente e um controle centralizado.
Manter estoque mínimo de filtros e cartuchos também evita que o trabalhador continue usando um filtro saturado por falta de reposição.
Perguntas frequentes
Posso lavar a PFF2?
Não. Lavar a PFF2 danifica o material filtrante e compromete a proteção. Ela deve ser descartada quando suja, úmida, danificada ou conforme o tempo de uso indicado pelo fabricante.
Se o trabalhador sentir cheiro do produto, o que fazer?
Ele deve sair imediatamente da área contaminada, verificar a vedação e trocar os cartuchos. O caso deve ser comunicado ao responsável pelo PPR para revisar o cronograma de troca.
Quem paga pelos filtros e cartuchos?
O fornecimento do EPI, incluindo as peças de reposição necessárias, é obrigação do empregador, sem custo para o trabalhador, conforme a NR-6.
Como estruturar o PPR com apoio profissional em Goiânia?
Fale com a Clínica e Plataforma Ocupacional pelo WhatsApp (62) 3661-0052 para conversar sobre o programa da sua empresa.