Treinamento NR-35

Cinturão, talabarte e ancoragem: guia prático do sistema de proteção contra quedas para empresas de Goiânia

O cinturão tipo paraquedista é só uma parte do sistema que segura o trabalhador em caso de queda. Ancoragem, conectores, talabarte e a forma de uso fazem tanta diferença quanto o equipamento em si. Este guia resume o que gestores e trabalhadores precisam saber.

Trabalho em altura (NR-35)4 min de leituraGoiânia/GO

Primeiro a proteção coletiva

A NR-35 estabelece uma ordem de prioridade. Antes de pensar em EPI, a empresa deve avaliar se é possível evitar o trabalho em altura ou adotar medidas que eliminem o risco de queda, como guarda-corpos, plataformas com rodapé, coberturas e redes de proteção.

Quando essas medidas não são suficientes ou viáveis, entra o Sistema de Proteção Individual contra Quedas, conhecido como SPIQ. Ele deve ser selecionado com base na análise de risco, e não por hábito ou preço.

Os componentes do sistema

Um SPIQ é formado por elementos que precisam ser compatíveis entre si. Se um deles falhar ou for inadequado, todo o sistema fica comprometido.

  • Sistema de ancoragem: ponto ou linha fixa capaz de suportar as cargas de uma queda
  • Elemento de ligação: talabarte, trava-quedas retrátil ou trava-quedas deslizante em linha vertical
  • Conectores: mosquetões e ganchos com trava
  • Cinturão de segurança tipo paraquedista, com ajuste adequado ao corpo do trabalhador

Ancoragem: o ponto mais negligenciado

Muitos acidentes acontecem com o trabalhador usando o cinturão corretamente, mas preso a um ponto que não resistiu. Tubulações, calhas, estruturas de telhado sem cálculo e grades decorativas não são pontos de ancoragem confiáveis.

Os sistemas de ancoragem devem ser projetados ou avaliados por profissional legalmente habilitado quando a norma exige, e precisam ser inspecionados. Em condomínios e prédios comerciais de Goiânia, vale verificar se a cobertura possui pontos de ancoragem instalados e documentados antes de contratar serviços de fachada ou telhado.

Zona livre de queda e escolha do talabarte

Talabartes com absorvedor de energia se alongam durante a queda para reduzir o impacto no corpo. Isso exige uma distância mínima livre abaixo do trabalhador, chamada zona livre de queda. Se essa distância não existir, o trabalhador pode bater no chão ou em uma estrutura antes de o sistema parar a queda.

Em alturas menores, o trava-quedas retrátil costuma ser mais adequado. A escolha deve ser feita na análise de risco, considerando as informações do fabricante, a posição da ancoragem e a altura disponível.

Inspeção antes de cada uso e periódica

A NR-35 exige inspeção rotineira do equipamento antes do início dos trabalhos e inspeção periódica com registro, conforme recomendações do fabricante. O trabalhador deve ser capaz de identificar costuras rompidas, fitas desgastadas, partes metálicas deformadas e indicadores de queda acionados.

Equipamento que sofreu queda ou apresenta defeito deve ser retirado de uso imediatamente e inutilizado ou encaminhado conforme orientação do fabricante. Guardar o EPI longe do sol, de produtos químicos e de umidade prolonga a vida útil, algo relevante no clima seco e quente de Goiânia.

Certificado de aprovação e responsabilidade

Os EPIs devem ter Certificado de Aprovação válido, conforme a NR-6, e ser fornecidos gratuitamente pelo empregador, que também deve orientar e exigir o uso. O trabalhador, por sua vez, deve usar, conservar e comunicar qualquer dano.

Registrar a entrega dos equipamentos, as inspeções e as substituições é a forma de comprovar que a empresa cumpre seu papel.

Na hora da compra, vale padronizar modelos e fornecedores para facilitar o treinamento e a reposição de peças. Equipamentos de marcas diferentes podem ter conectores e regulagens incompatíveis, o que gera improvisos em campo. Envolver o técnico de segurança e os próprios trabalhadores na escolha também melhora a adesão ao uso no dia a dia.

Perguntas frequentes

Cinturão abdominal pode ser usado para trabalho em altura?

Para retenção de queda, deve-se usar cinturão tipo paraquedista. O cinturão abdominal tem uso restrito a situações de posicionamento ou restrição de movimento, conforme as especificações do fabricante e a análise de risco.

Posso prender o talabarte abaixo da cintura?

Em geral, a ancoragem deve ficar acima do ponto de conexão do cinturão para reduzir a distância de queda, salvo quando o equipamento for projetado para outra configuração. Consulte o manual do fabricante.

De quanto em quanto tempo trocar o cinturão?

A vida útil depende do fabricante, da frequência de uso e das inspeções. Equipamento com defeito ou que sofreu queda deve ser retirado de uso independentemente do tempo.

A equipe aprende a inspecionar o EPI no treinamento?

Sim, a inspeção faz parte do conteúdo obrigatório da NR-35. Para treinar sua equipe em Goiânia, fale com a Clínica e Plataforma Ocupacional pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.