Ergonomia e AET

Costureiras e confecções de Goiânia: como reduzir dores e afastamentos com ergonomia

Goiânia é um dos polos de moda do país, com centenas de confecções e facções, muitas ligadas à região da Rua 44. A costura industrial exige posturas fixas e movimentos repetitivos por horas a fio. Entenda os riscos e as medidas que fazem diferença.

Avaliação Ergonômica Preliminar e Análise Ergonômica do Trabalho (NR-17)3 min de leituraGoiânia/GO

Os riscos da costura industrial

A costureira passa a maior parte da jornada sentada, com o tronco inclinado para a frente, o pescoço flexionado para enxergar a agulha e os braços elevados para guiar o tecido. Os pés acionam o pedal continuamente. Essa combinação sobrecarrega pescoço, ombros, coluna, punhos e pernas.

Quando o pagamento é por produção ou as metas são altas, o ritmo aumenta e as pausas diminuem. Em períodos de lançamento de coleções e de alta demanda, a jornada também se estende, intensificando a exposição.

Ajustes no posto de costura

Muitas máquinas industriais têm bancadas de altura fixa, pensadas para uma pessoa de estatura média. Para quem é mais alta ou mais baixa, isso significa postura inadequada o dia inteiro. Bancadas com regulagem ou calços sob os pés da mesa são soluções simples.

A cadeira deve ter regulagem de altura e encosto, e permitir aproximação da máquina. Banquinhos sem encosto, ainda muito comuns em facções, são uma das principais causas de dor lombar no setor. A posição do pedal também deve ser ajustável, para que o pé trabalhe em posição confortável.

  • Bancada em altura compatível com a costureira.
  • Cadeira com regulagem e encosto.
  • Pedal posicionado para o conforto do pé.
  • Iluminação localizada sobre a área da agulha.
  • Apoio para o tecido, evitando sustentar o peso com os braços.

Iluminação e visão

A costura exige precisão visual. Iluminação insuficiente faz a costureira aproximar o rosto da máquina, piorando a postura do pescoço. Luminárias localizadas sobre a área de trabalho, sem reflexos, melhoram tanto o conforto quanto a qualidade da costura.

Problemas de visão não corrigidos também levam a posturas forçadas. O acompanhamento médico pode identificar essas situações e orientar o encaminhamento adequado.

Corte, passadoria e acabamento

A ergonomia na confecção não se limita às máquinas de costura. No corte, os cortadores trabalham em pé, debruçados sobre mesas largas, com ferramentas que exigem força e vibram. Na passadoria, há calor, trabalho em pé e movimentos repetidos dos braços. No acabamento e na embalagem, tarefas manuais minuciosas e repetitivas.

Cada um desses setores precisa de avaliação própria. Mesas de corte na altura certa, rodízio entre tarefas e pausas são medidas comuns.

Organização do trabalho e produção

A forma de organizar a produção influencia diretamente a saúde. Linhas em que cada costureira faz sempre a mesma operação, centenas de vezes por dia, concentram a carga nos mesmos músculos. Sistemas que permitem variar operações, trabalhar em grupo e alternar postura distribuem melhor o esforço.

Metas devem considerar o tempo real das operações, incluindo pausas e pequenas interrupções. Quando o ritmo só é atingido com horas extras frequentes, há um sinal de que a organização precisa ser revista.

Pequenas confecções e facções

Muitas confecções de Goiânia são pequenas empresas ou facções com poucas costureiras. Mesmo com estrutura reduzida, as obrigações de ergonomia da NR-17 se aplicam, com tratamento diferenciado em alguns pontos para micro e pequenas empresas.

Medidas simples, como trocar banquinhos por cadeiras adequadas, melhorar a iluminação e organizar pausas, costumam ter custo baixo e efeito visível na redução de dores.

Perguntas frequentes

Costureira pode trabalhar em pé?

Existem sistemas de costura em pé, usados em algumas linhas. Eles têm vantagens e desvantagens e devem ser avaliados com cuidado, garantindo assentos para descanso.

Lesões por esforço repetitivo são comuns na costura?

Sim. Movimentos repetitivos dos punhos e ombros, somados a posturas fixas, estão associados a esse tipo de lesão. A prevenção passa por posto, organização e pausas.

Facção terceirizada é responsabilidade de quem contrata?

O empregador direto é o responsável principal. Quem contrata também deve observar as condições, pois pode ser envolvido em discussões trabalhistas.

Confecção pequena precisa de AET?

Depende do porte, do grau de risco e das situações previstas na NR-17. Casos de adoecimento relacionado ao trabalho podem tornar a análise necessária. Confirme com um profissional.

A clínica atende confecções?

A Clínica e Plataforma Ocupacional atua em medicina e segurança do trabalho em Goiânia, incluindo ergonomia. Fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.