A lógica por trás dos exames
O exame de mudança de risco tem um objetivo claro na NR-7: adequar o controle médico aos novos riscos. Para isso, o médico precisa saber a que o trabalhador vai ser exposto e, a partir daí, definir quais exames servem para acompanhar os possíveis efeitos dessa exposição.
Em muitos casos, a avaliação também funciona como linha de base. Um exame feito antes da exposição a ruído, por exemplo, permite comparar resultados futuros e identificar alterações relacionadas ao trabalho.
Riscos e exames mais comuns
Os exemplos a seguir mostram relações frequentes entre riscos e exames. Eles servem para entender a lógica, mas a definição concreta depende sempre do PCMSO e dos anexos da NR-7 aplicáveis.
- Ruído acima do nível de ação: audiometria, conforme o anexo da NR-7 que trata da perda auditiva.
- Poeiras minerais e alguns agentes que afetam o pulmão: espirometria e, em situações específicas, radiografia de tórax no padrão OIT.
- Determinadas substâncias químicas: exames laboratoriais de indicadores biológicos previstos na NR-7.
- Atividades com exigência visual relevante, como direção e operação de equipamentos: avaliação da acuidade visual.
- Atividades com risco de mal súbito, como altura e eletricidade: avaliação clínica detalhada, podendo incluir eletrocardiograma ou outros exames a critério médico.
Quem decide quais exames fazer
A responsabilidade é do médico responsável pelo PCMSO, que se baseia no inventário de riscos do PGR. Por isso, quando a função nova ainda não está bem descrita no PGR, o risco é a empresa pedir exames de menos, deixando o trabalhador sem acompanhamento adequado, ou exames de mais, gerando custo sem necessidade.
O RH não precisa decorar essas relações. O importante é informar corretamente à clínica qual será a nova função e o setor, para que o médico consulte o programa e solicite o que for necessário.
Quando a empresa tem várias unidades, como lojas em diferentes bairros de Goiânia ou obras simultâneas, pode acontecer de a mesma função ter riscos distintos em cada local. Nesses casos, informar também a unidade de destino ajuda o médico a escolher os exames certos.
Prazos e organização
Como o exame deve acontecer antes da data da mudança, os exames complementares também precisam ser feitos com antecedência. Alguns são realizados no mesmo dia da consulta, como audiometria e espirometria em clínicas que têm estrutura para isso. Outros, como exames laboratoriais, podem levar alguns dias para o resultado.
Uma boa prática é agendar o exame assim que a mudança for aprovada internamente, e não na véspera. Isso evita que a transferência atrase ou, pior, que o trabalhador comece a nova atividade sem a avaliação.
Repouso auditivo e outros preparos
Alguns exames exigem preparo. A audiometria ocupacional, por exemplo, costuma ser feita após um período de repouso auditivo, ou seja, sem exposição a ruído intenso nas horas anteriores. Exames de sangue podem exigir jejum. A clínica informa os cuidados no momento do agendamento, e o RH deve repassar ao trabalhador.
Quando o trabalhador vem direto de um setor ruidoso para o exame, o resultado pode sair alterado e precisar ser repetido, atrasando todo o processo.
Depois dos exames
Com a avaliação clínica e os resultados em mãos, o médico emite o ASO de mudança de risco, que deve listar os riscos considerados e os exames realizados, além da conclusão de aptidão. A partir daí, a periodicidade dos exames do trabalhador passa a seguir o que o PCMSO prevê para a nova função.
Em Goiânia, a Clínica e Plataforma Ocupacional realiza consultas e exames complementares para empresas de diferentes setores, com agendamento online. Para planejar a mudança de risco da sua equipe, fale conosco pelo WhatsApp (62) 3661-0052.
Perguntas frequentes
Toda mudança de risco exige exames complementares?
Não. Depende dos novos riscos e do que o PCMSO prevê. Em alguns casos, a avaliação clínica é suficiente.
Posso aproveitar uma audiometria recente?
Depende do critério do médico e do que o PCMSO e a NR-7 preveem para aquele exame. Informe à clínica a data dos exames anteriores para que o médico avalie.
O RH precisa saber quais exames pedir?
Não necessariamente. O essencial é informar corretamente a nova função e o setor; o médico consulta o PCMSO e define os exames.