Raio-X de Tórax OIT

Silicose e outras pneumoconioses: como proteger trabalhadores expostos a poeira em Goiânia

As pneumoconioses são doenças pulmonares causadas pela inalação de poeiras minerais ao longo do tempo. São silenciosas no início, não têm cura e podem ser evitadas com controle da exposição. Neste artigo explicamos quais poeiras preocupam, como o acompanhamento médico funciona e o papel das empresas de Goiânia na prevenção.

Radiografia de tórax no padrão OIT3 min de leituraGoiânia/GO

O que são as pneumoconioses

Pneumoconiose é o nome dado ao grupo de doenças em que partículas de poeira mineral, inaladas de forma repetida, se depositam nos pulmões e provocam uma reação do tecido, levando a cicatrizes e perda de elasticidade. Com o tempo, isso pode reduzir a capacidade respiratória.

Na maioria dos casos, a doença se desenvolve lentamente, ao longo de anos de exposição, e pode não causar sintomas nas fases iniciais. Por isso o diagnóstico precoce depende de acompanhamento sistemático, e não apenas de queixas do trabalhador.

Principais poeiras envolvidas

Diferentes poeiras minerais causam diferentes tipos de pneumoconiose. As mais conhecidas são:

  • Sílica cristalina: presente em areia, quartzo, granito, concreto e muitas rochas, ligada à silicose
  • Asbesto ou amianto: ligado à asbestose, a alterações da pleura e a alguns tipos de câncer
  • Carvão mineral: ligado à pneumoconiose dos trabalhadores do carvão
  • Outras poeiras minerais previstas na NR-7, conforme a avaliação de riscos

Silicose: a mais comum no dia a dia das empresas

A sílica cristalina está em materiais muito comuns na construção e na indústria. Cortar, lixar, britar, perfurar ou polir esses materiais a seco libera partículas finas que chegam às regiões mais profundas do pulmão.

Em Goiânia, atividades como fabricação de bancadas em marmorarias, corte de pisos e blocos em obras, demolições, produção de artefatos de cimento e cerâmica concentram esse risco. A silicose é irreversível e aumenta a predisposição a outras doenças respiratórias, por isso o foco deve ser evitar a exposição.

Prevenção começa no ambiente, não no exame

O exame médico não previne a doença; ele detecta alterações. A prevenção real vem do controle da poeira na fonte, que deve estar previsto no PGR da empresa.

Medidas como corte a úmido, sistemas de exaustão localizada, enclausuramento de processos, limpeza com aspiração em vez de vassoura e organização do trabalho reduzem drasticamente a exposição. A proteção respiratória adequada, com seleção, ensaio de vedação e treinamento previstos no Programa de Proteção Respiratória, complementa essas medidas quando a eliminação não é possível.

O papel da radiografia OIT e da espirometria

A NR-7 prevê, para trabalhadores expostos a poeiras minerais com potencial de causar pneumoconiose, o controle por radiografia de tórax no padrão OIT e por espirometria. A radiografia mostra alterações estruturais nos pulmões; a espirometria avalia a função respiratória.

Juntos, os exames permitem acompanhar a saúde respiratória ao longo dos anos. Se surgir uma alteração compatível com exposição ocupacional, o médico conduz a investigação, orienta o trabalhador e a empresa deve rever as medidas de controle do ambiente.

Sinais de alerta para empresas

Empresas que ainda fazem corte a seco, não medem a concentração de poeira, não têm PGR com avaliação desse risco ou nunca fizeram radiografia no padrão OIT nos trabalhadores expostos estão em situação de atenção. Além do risco à saúde, há exposição a fiscalização e a ações judiciais por doença ocupacional.

Revisar o PGR e o PCMSO com profissionais habilitados é o primeiro passo para corrigir essas falhas.

Como a clínica pode ajudar

A Clínica e Plataforma Ocupacional, na Av. T-63, nº 1981, Nova Suíça, em Goiânia, atua em medicina e segurança do trabalho, com programas de gestão de riscos, PCMSO, programa de proteção respiratória e exames ocupacionais. Para avaliar a situação da sua empresa, fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Perguntas frequentes

Silicose tem cura?

As alterações causadas pela silicose são consideradas irreversíveis. Por isso a prevenção da exposição é o ponto mais importante.

Usar máscara resolve o problema da poeira?

A proteção respiratória é complementar. A prioridade é controlar a poeira na fonte, com corte a úmido, exaustão e organização do trabalho.

Quem tem pneumoconiose pode continuar trabalhando?

Cada caso é avaliado pelo médico, considerando o estágio da doença e a necessidade de afastar o trabalhador da exposição.

Como avaliar o risco de poeira na minha empresa em Goiânia?

Fale com a Clínica e Plataforma Ocupacional pelo WhatsApp (62) 3661-0052 para avaliar PGR, PCMSO e exames.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.