Os principais tipos de protetor auditivo
Os protetores se dividem basicamente em dois grupos. Os de inserção, conhecidos como plugs, ficam dentro do canal auditivo e podem ser de espuma moldável, de silicone pré-moldado ou feitos sob medida. Os circum-auriculares, ou tipo concha, envolvem a orelha e podem ser usados com haste sobre a cabeça ou acoplados ao capacete.
Nenhum tipo é superior em todas as situações. Cada um tem vantagens em determinados ambientes, e a escolha deve considerar a exposição medida, a atividade, o clima e os outros EPIs usados pelo trabalhador.
Quando o plug costuma ser a melhor opção
Os protetores de inserção são leves, discretos e funcionam bem em ambientes quentes, situação frequente em galpões e obras de Goiânia durante boa parte do ano. Também são compatíveis com óculos de segurança, respiradores e capacetes sem criar pontos de pressão.
A desvantagem é que dependem muito da técnica de colocação. O plug de espuma precisa ser comprimido e inserido com a orelha puxada para cima e para trás, aguardando a expansão. Mal colocado, perde boa parte da atenuação. Também exigem mãos limpas, o que pode ser um problema em oficinas e atividades com graxa ou poeira.
Quando a concha faz mais sentido
O protetor tipo concha é fácil de colocar corretamente, fácil de fiscalizar à distância e indicado para quem entra e sai de áreas ruidosas várias vezes ao dia. Também é útil quando há dificuldade de higiene das mãos.
Por outro lado, é mais quente e pode incomodar em jornadas longas sob calor. A vedação é prejudicada por hastes de óculos, cabelo volumoso ou bonés, e a compatibilidade com o capacete precisa ser verificada.
Atenuação: cuidado com o número da embalagem
Os protetores vendidos no Brasil informam a atenuação obtida em ensaios de laboratório, geralmente pelo método do ouvido real com colocação pelo próprio usuário, o NRRsf. Esse valor indica quanto o protetor pode reduzir o ruído em condições controladas, mas a proteção real no campo depende do uso correto.
Escolher o protetor com a maior atenuação possível também não é sempre o ideal. Proteção excessiva pode isolar demais o trabalhador, dificultar a comunicação e a percepção de alarmes e levar ele a retirar o protetor. O objetivo é trazer a exposição para um nível seguro, não para o silêncio. O cálculo da atenuação necessária deve ser feito por profissional de segurança com base na medição.
Certificado de Aprovação e registro de entrega
Todo protetor auditivo fornecido como EPI precisa ter Certificado de Aprovação válido, emitido pelo órgão competente do Ministério do Trabalho, conforme a NR-6. Antes de comprar, vale consultar se o CA está ativo e se corresponde ao modelo entregue.
A empresa deve registrar a entrega, orientar sobre uso, guarda e conservação, exigir o uso e substituir o protetor quando danificado ou extraviado. Esses registros são parte essencial do Programa de Conservação Auditiva.
Erros comuns na escolha e no uso
Alguns problemas aparecem com frequência nas empresas e reduzem a eficácia do programa:
- Comprar um único modelo para toda a empresa sem considerar as diferenças entre setores.
- Não oferecer opções de tamanho ou tipo, o que leva ao desconforto e ao abandono do protetor.
- Deixar o trabalhador retirar o protetor em parte da jornada, o que reduz muito a proteção efetiva.
- Reutilizar plugs descartáveis além do recomendado pelo fabricante.
- Não verificar a compatibilidade com capacete, óculos e respirador.
Perguntas frequentes
É possível usar plug e concha ao mesmo tempo?
Sim. A dupla proteção pode ser indicada em exposições muito elevadas. A atenuação combinada não é a soma das duas, por isso a indicação deve ser feita por profissional de segurança.
Fone de ouvido comum substitui protetor auditivo?
Não. Fones de música não são EPI, não têm CA e ainda podem aumentar a exposição sonora do trabalhador.
Com que frequência o protetor deve ser trocado?
Depende do tipo e das orientações do fabricante. Plugs de espuma costumam ter vida curta, enquanto conchas exigem troca de almofadas periodicamente. Qualquer protetor danificado deve ser substituído.
Como saber se o protetor está funcionando?
O acompanhamento audiométrico é o principal indicador. Para organizar exames e o PCA na sua empresa em Goiânia, fale com a Clínica e Plataforma Ocupacional pelo WhatsApp (62) 3661-0052.