PCA

Plug ou concha? Guia para escolher o protetor auditivo certo na sua empresa em Goiânia

Escolher protetor auditivo pelo menor preço ou pelo maior número na embalagem é um erro comum. O protetor certo é o que atenua o suficiente, é confortável para a jornada e é usado corretamente do início ao fim do turno. Veja os critérios que realmente importam.

Programa de Conservação Auditiva4 min de leituraGoiânia/GO

Os principais tipos de protetor auditivo

Os protetores se dividem basicamente em dois grupos. Os de inserção, conhecidos como plugs, ficam dentro do canal auditivo e podem ser de espuma moldável, de silicone pré-moldado ou feitos sob medida. Os circum-auriculares, ou tipo concha, envolvem a orelha e podem ser usados com haste sobre a cabeça ou acoplados ao capacete.

Nenhum tipo é superior em todas as situações. Cada um tem vantagens em determinados ambientes, e a escolha deve considerar a exposição medida, a atividade, o clima e os outros EPIs usados pelo trabalhador.

Quando o plug costuma ser a melhor opção

Os protetores de inserção são leves, discretos e funcionam bem em ambientes quentes, situação frequente em galpões e obras de Goiânia durante boa parte do ano. Também são compatíveis com óculos de segurança, respiradores e capacetes sem criar pontos de pressão.

A desvantagem é que dependem muito da técnica de colocação. O plug de espuma precisa ser comprimido e inserido com a orelha puxada para cima e para trás, aguardando a expansão. Mal colocado, perde boa parte da atenuação. Também exigem mãos limpas, o que pode ser um problema em oficinas e atividades com graxa ou poeira.

Quando a concha faz mais sentido

O protetor tipo concha é fácil de colocar corretamente, fácil de fiscalizar à distância e indicado para quem entra e sai de áreas ruidosas várias vezes ao dia. Também é útil quando há dificuldade de higiene das mãos.

Por outro lado, é mais quente e pode incomodar em jornadas longas sob calor. A vedação é prejudicada por hastes de óculos, cabelo volumoso ou bonés, e a compatibilidade com o capacete precisa ser verificada.

Atenuação: cuidado com o número da embalagem

Os protetores vendidos no Brasil informam a atenuação obtida em ensaios de laboratório, geralmente pelo método do ouvido real com colocação pelo próprio usuário, o NRRsf. Esse valor indica quanto o protetor pode reduzir o ruído em condições controladas, mas a proteção real no campo depende do uso correto.

Escolher o protetor com a maior atenuação possível também não é sempre o ideal. Proteção excessiva pode isolar demais o trabalhador, dificultar a comunicação e a percepção de alarmes e levar ele a retirar o protetor. O objetivo é trazer a exposição para um nível seguro, não para o silêncio. O cálculo da atenuação necessária deve ser feito por profissional de segurança com base na medição.

Certificado de Aprovação e registro de entrega

Todo protetor auditivo fornecido como EPI precisa ter Certificado de Aprovação válido, emitido pelo órgão competente do Ministério do Trabalho, conforme a NR-6. Antes de comprar, vale consultar se o CA está ativo e se corresponde ao modelo entregue.

A empresa deve registrar a entrega, orientar sobre uso, guarda e conservação, exigir o uso e substituir o protetor quando danificado ou extraviado. Esses registros são parte essencial do Programa de Conservação Auditiva.

Erros comuns na escolha e no uso

Alguns problemas aparecem com frequência nas empresas e reduzem a eficácia do programa:

  • Comprar um único modelo para toda a empresa sem considerar as diferenças entre setores.
  • Não oferecer opções de tamanho ou tipo, o que leva ao desconforto e ao abandono do protetor.
  • Deixar o trabalhador retirar o protetor em parte da jornada, o que reduz muito a proteção efetiva.
  • Reutilizar plugs descartáveis além do recomendado pelo fabricante.
  • Não verificar a compatibilidade com capacete, óculos e respirador.

Perguntas frequentes

É possível usar plug e concha ao mesmo tempo?

Sim. A dupla proteção pode ser indicada em exposições muito elevadas. A atenuação combinada não é a soma das duas, por isso a indicação deve ser feita por profissional de segurança.

Fone de ouvido comum substitui protetor auditivo?

Não. Fones de música não são EPI, não têm CA e ainda podem aumentar a exposição sonora do trabalhador.

Com que frequência o protetor deve ser trocado?

Depende do tipo e das orientações do fabricante. Plugs de espuma costumam ter vida curta, enquanto conchas exigem troca de almofadas periodicamente. Qualquer protetor danificado deve ser substituído.

Como saber se o protetor está funcionando?

O acompanhamento audiométrico é o principal indicador. Para organizar exames e o PCA na sua empresa em Goiânia, fale com a Clínica e Plataforma Ocupacional pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.