Treinamento NR-35

Plano de emergência e resgate na NR-35: o que fazer depois que o trabalhador fica suspenso, em Goiânia

O cinturão evitou a queda, mas o trabalhador está pendurado e não consegue voltar sozinho. E agora? Essa pergunta precisa ter resposta antes de a atividade começar. A NR-35 exige que toda empresa tenha um plano de emergência para trabalho em altura, e este artigo explica por quê.

Trabalho em altura (NR-35)3 min de leituraGoiânia/GO

A queda retida também é uma emergência

Muitos gestores entendem que o sistema de proteção resolve o problema ao segurar o trabalhador. Mas um trabalhador suspenso pelo cinturão, especialmente se estiver inconsciente ou ferido, corre risco sério se ficar muito tempo nessa posição.

A suspensão inerte prolongada pode comprometer a circulação sanguínea e levar a mal-estar, perda de consciência e complicações graves. Por isso o resgate deve ser rápido e planejado, e não improvisado com escadas ou cordas encontradas no local.

O que a NR-35 exige

A norma determina que o empregador disponha de equipe para respostas em caso de emergências para trabalho em altura. Essa equipe pode ser própria, externa ou composta pelos próprios trabalhadores que executam a atividade, desde que capacitados para isso, conforme as características da tarefa.

Além disso, a análise de risco de cada trabalho precisa considerar as situações de emergência e o planejamento do resgate e dos primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo de suspensão inerte.

Corpo de bombeiros não é plano de resgate

Um erro comum é colocar no plano apenas o telefone do Corpo de Bombeiros. O serviço público é fundamental, mas o tempo de deslocamento até o local pode ser incompatível com a urgência de uma vítima suspensa, principalmente em obras afastadas ou em horários de trânsito intenso em Goiânia e Aparecida de Goiânia.

A empresa precisa de meios próprios para iniciar o resgate imediatamente, mesmo que acione o serviço público em paralelo.

Como montar um plano de resgate funcional

O plano deve ser específico para os cenários reais de trabalho em altura da empresa. Alguns elementos não podem faltar:

  • Descrição dos cenários prováveis, como fachada, telhado, poste, silo ou estrutura metálica
  • Equipamentos de resgate disponíveis no local e compatíveis com o cenário
  • Pessoas designadas e capacitadas para executar o resgate
  • Forma de comunicação e acionamento rápido
  • Procedimentos de primeiros socorros e encaminhamento ao atendimento médico
  • Exercícios simulados periódicos para testar o plano

Capacitação da equipe de resgate

O treinamento básico de NR-35 traz noções de resgate e primeiros socorros, o que não é suficiente para quem será responsável por retirar uma vítima suspensa. A equipe designada precisa de capacitação adicional, compatível com as técnicas e equipamentos escolhidos.

Os simulados ajudam a medir o tempo real de resposta e a identificar falhas, como equipamento guardado longe do local ou falta de pessoas treinadas em determinado turno.

Primeiros socorros depois do resgate

Após retirar a vítima, a conduta de primeiros socorros deve seguir as orientações atualizadas e o encaminhamento médico deve ser imediato, mesmo que a pessoa pareça bem. Ter trabalhadores treinados em primeiros socorros em cada frente de trabalho faz diferença nos primeiros minutos.

Depois de qualquer ocorrência, mesmo sem lesões, a empresa deve investigar o que levou à queda, revisar a análise de risco e verificar se o plano de resgate funcionou como previsto. Equipamentos que retiveram uma queda precisam ser retirados de uso. Essas lições devem ser compartilhadas com as equipes, e o trabalhador envolvido pode precisar de treinamento eventual antes de voltar à atividade.

Perguntas frequentes

Toda empresa precisa ter equipe de resgate própria?

A NR-35 exige equipe para resposta a emergências, que pode ser própria, externa ou formada pelos trabalhadores capacitados. O importante é que o resgate possa começar a tempo, conforme os cenários da empresa.

O plano de resgate faz parte da permissão de trabalho?

A análise de risco deve considerar as situações de emergência e o planejamento do resgate. Muitas empresas registram essas informações também na permissão de trabalho.

Com que frequência fazer simulados de resgate?

A periodicidade deve ser definida pela empresa conforme os riscos e o plano de emergência. Consulte o responsável técnico de segurança para definir um calendário adequado.

A clínica oferece treinamento relacionado a emergências?

A Clínica e Plataforma Ocupacional oferece treinamentos de NRs em Goiânia. Para saber qual formato atende à sua equipe, fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052.

Equipe técnica da Clínica e Plataforma OcupacionalConteúdo informativo sobre saúde e segurança do trabalho. Para o caso da sua empresa, fale com um de nossos profissionais.