Marmorarias: corte e acabamento de rochas
Granitos, quartzitos e principalmente as pedras artificiais à base de quartzo contêm grande quantidade de sílica cristalina. Cortar, desbastar, polir e fazer acabamento de bancadas libera poeira fina, sobretudo quando o trabalho é feito a seco ou com ferramentas manuais sem controle de pó.
Nessas empresas, o PGR deve avaliar o risco e o PCMSO deve prever o controle radiológico e espirométrico dos expostos. É comum que marmorarias pequenas não saibam dessa obrigação, o que deixa trabalhadores sem acompanhamento por anos.
Construção civil e demolição
Na construção, a exposição à sílica aparece no corte de blocos, pisos e telhas, na abertura de rasgos em paredes para instalações, no lixamento de concreto, em demolições e na limpeza de áreas com muito pó. Serventes, pedreiros, azulejistas e operadores de ferramentas elétricas estão entre os mais expostos.
Como as equipes mudam com frequência, o desafio é manter o acompanhamento em dia. Fazer a radiografia no admissional cria a referência necessária, e os periódicos seguem o que o PCMSO definir conforme o anexo da NR-7.
Outras atividades da região com exposição a poeiras
Além das marmorarias e obras, outros segmentos presentes em Goiânia e no interior de Goiás podem ter trabalhadores expostos a poeiras minerais, dependendo dos processos e materiais.
- Fábricas de artefatos de cimento, blocos e pré-moldados
- Cerâmicas e olarias
- Fundições que usam moldes de areia
- Mineração, britagem e beneficiamento de minerais
- Indústrias que manipulam pós minerais em grande quantidade
A exposição define a obrigação, não o CNAE
Não é o ramo da empresa que obriga ao exame, e sim a exposição real dos trabalhadores aos agentes previstos na NR-7. Por isso, a avaliação qualitativa e, quando indicada, quantitativa da poeira no PGR é tão importante.
Uma mesma empresa pode ter funções expostas e não expostas. O PCMSO deve deixar claro quais cargos ou grupos de exposição fazem a radiografia no padrão OIT, evitando tanto a omissão quanto exames desnecessários.
Erros frequentes
Entre os problemas mais comuns estão fazer raio-x de tórax comum, sem leitura no padrão OIT, deixar de fazer o exame admissional de referência, perder o controle da periodicidade e não guardar as imagens e os laudos de forma organizada.
Outro erro é tratar o exame como solução. Se as radiografias começam a mostrar alterações, isso é sinal de que o controle da poeira no ambiente precisa ser revisto com urgência.
Organização do controle para pequenas empresas
Para marmorarias e construtoras de pequeno porte, uma rotina simples ajuda: manter uma lista dos trabalhadores expostos, registrar a data do último exame e a próxima prevista, guardar os laudos e alinhar os exames com as integrações de novas obras.
Assim, a empresa demonstra cuidado com a saúde da equipe e chega preparada a fiscalizações e auditorias de contratantes.
Proteção respiratória não dispensa o controle médico
Mesmo quando a empresa fornece respiradores, o controle radiológico continua necessário para os expostos, porque nenhum equipamento elimina totalmente a exposição e o uso no dia a dia nem sempre é perfeito.
Fale com a clínica
A Clínica e Plataforma Ocupacional, na Av. T-63, nº 1981, Nova Suíça, apoia empresas de Goiânia na gestão de riscos, no PCMSO e nos exames ocupacionais, com agendamento online. Para organizar o controle radiológico da sua equipe, chame no WhatsApp (62) 3661-0052.
Perguntas frequentes
Marmoraria pequena também precisa fazer raio-x OIT?
Se houver trabalhadores expostos a poeiras previstas na NR-7, sim. O porte da empresa não elimina a obrigação.
Corte a úmido elimina a necessidade do exame?
O corte a úmido reduz bastante a exposição, mas a necessidade do exame depende da avaliação de riscos e do que o PCMSO definir com base nela.
Servente de obra precisa fazer o exame?
Depende das tarefas. Se ele corta, lixa ou demole materiais com sílica, a exposição deve ser avaliada e o exame pode ser necessário.
Como agendar para a equipe em Goiânia?
Use o agendamento online ou fale pelo WhatsApp (62) 3661-0052 com a Clínica e Plataforma Ocupacional.